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Proposta de Pesquisa

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Proposta de Pesquisa

 

1. Temática:

Estudo sobre os Projetos de Aprendizagem e o uso da internet na educação

2. Questão-problema

O Projeto de Aprendizagem satisfaz a curiosidade e a vontade do aprendiz, a partir da identificação das suas necessidades de aprendizagem, de sua inquietação ou de um problema para iniciar uma pesquisa. Para o educador é uma concepção de como se trabalha a partir de pesquisa e da interdisciplinaridade. O ponto de partida e chegada está na ação. É o diálogo que se estabelece entre os sujeitos das ações. O resultado é que se constrói uma situação de aprendizagem em que os próprios educandos participam do processo de criação, pois buscam respostas para suas dúvidas. Onde a valorização é centrada, não no que é transmitido, e sim no que é construído.

É preciso planejar, prever, dividir responsabilidades, trabalhar em grupo, redimensionar o tempo e as tarefas, avaliar, partilhar o planejamento e redimensionar as tarefas, enfim, aprender fazendo. Isso tudo nos conduz à necessidade de incorporar ao ensino novas linguagens, os recursos modernos e os desafios do mundo contemporâneo. E, também, a preocupação com a interdisciplinaridade, pois o conhecimento só é compartimentado na abstração que se faz para aprofundar um determinado campo que ele abrange. Todo projeto deve levar em conta a inter-relação das disciplinas, superando a divisão artificial que separa as áreas do conhecimento no mundo ocidental.

Para este estudo apresentam-se questões básicas, partindo do princípio que Educação e comunicação são indissociáveis, por isso não se pode educar ignorando esses novos meios / instrumentos de comunicação. Com a Internet é necessário modificar a forma de ensinar e aprender tanto nos cursos superiores como nas séries iniciais e finais do ensino fundamental. Assim, a escola precisa aliar a metodologia dos Projetos de Aprendizagem ao uso da internet para a promoção da aprendizagem.

Houve época em que havia medo e desconfiança. Hoje a certeza de que é preciso reconciliar-se logo com esses novos espaços de formação. Isso implica numa mudança de mentalidade também de nós – professores, alunos, pais, mães – para ver a tecnologia como aliada no processo educativo e não como adversária. Nesse âmbito, o presente trabalho pretende verificar como se dá em realidade específica, como o caso da 4ª série 17 do ensino fundamental da Escola E. E. F. Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, na cidade de Cruz Alta/RS.

- Verificar como se dá este fato na turma citada, o uso da Internet na construção dos PAs de modo a criar situações desafiadoras que contribuam para a interdisciplinaridade, democratização e promoção da aprendizagem?

- A realização dos Projetos de Aprendizagem e o uso da Internet nas aulas podem criar um ambiente de aprendizagem em que o aluno construa seus próprios textos, evitando a tendência “copia e cola”?

3. Objetivos

  3.1 Objetivo Geral

- Investigar o uso da Internet no desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagem como uma ferramenta pedagógica de forma a qualificar o processo ensino-aprendizagem.

  3.2 Objetivos Específicos

- Identificar através de pesquisa bibliográfica e da pesquisa participativa as formas de uso pedagógico da Internet na Educação.

- Valorizar os Projetos de Aprendizagem e o uso da internet como um novo espaço de informação e conhecimento, verificando as ações interdisciplinares e a promoção da aprendizagem que decorreram de sua aplicação na série investigada.

- Verificar se a aplicação dos Projetos de Aprendizagem e o uso da Internet representam: exclusão ou democratização da informação e do conhecimento, bem como a promoção da socialização ou distanciamento entre as pessoas.

4. Fundamentação Teórica

As bases teóricas no que se referem à Educação, Projetos de Aprendizagem e ao uso da Internet, sua estratégia operacional, propostas e conceitos relacionados serão revisados a partir de publicações científicas e bibliográficas, bem como a análise do Programa de Informática e Formação Professores - ProInfo e sua proposta metodológica, disponibilizadas neste curso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Piaget, Freire, Pierre Lévy, Lea Fagundes, Gadotti, Hernandes, Fischer, Almeida, Moran, Rivoltella, Assmann e professores do curso estão entre os autores usados para referendar esta proposta.

Acima de tudo é preciso destacar que a participação, a criticidade e a co-autoria, na perspectiva da interdisciplinaridade e multiplicidade, estão diretamente vinculadas a uma concepção de formação para a cidadania extremamente urgente em nossos dias. Buscam-se novas estratégias pedagógicas que estimulem, despertem e promovam no educando a aprendizagem, contribuindo na melhoria da qualidade de ensino.

Há necessidade de uma visão interdisciplinar e holística do conhecimento humano e a questão do currículo sempre questionada e debatida. O imperativo de se levar em conta à inter-relação entre as disciplinas superando a divisão artificial que separa as áreas do conhecimento. De acordo com Piaget, as trocas não implicam na perda da identidade ou das fronteiras disciplinares, ou seja, elas não implicam em negar os objetos, métodos, conceitos e os instrumentos específicos de cada disciplina em questão. Implicam sim na relativização destas fronteiras com a finalidade de ampliação da capacidade disciplinar. Considera-se ponto de partida as manifestações espontâneas das crianças - a dinâmica do conhecimento infantil - para então se planejar as atividades escolares. Esta abordagem enfoca o construtivismo e é esperançosa no sentido de estimular o redimensionamento do conhecimento escolar.

O conhecimento produzido através de relações interdisciplinares possui abrangência e complexidade superiores às estabelecidas no âmbito disciplinar. As professoras Íris e Beatriz mencionam em Conteúdos: Para quê? Por quê?. “Sabemos das boas intenções dos professores e podemos compreender algumas de suas preocupações com relação ao currículo”. Porém, para a grande maioria representa a grade de conteúdos, o horário compartimentado por disciplinas e a organização estratificada dos conteúdos em função de pré-requisitos mais do que em função das possibilidades de compreensão, ou construção de significados, dos alunos. Portanto, dentro desse modelo disciplinar – tradicional clássico e hierarquizado - cada professor preocupa-se apenas com sua matéria, considerando-a a mais importante e forçando os alunos a interessar-se só por ela. Os docentes de outras matérias aparecem como rivais e muitas disciplinas apresentam muitas vezes “status” superior em relação às outras em muitas instituições escolares; dificultando a concretização da interdisciplinaridade e da integração.

Na atualidade, esta problemática da organização dos saberes volta a ser motivo de debates a análises com tendências a promover o desenvolvimento de um conhecimento relacional como atitude compreensiva das complexidades do próprio conhecimento humano. A verdadeira educação não só consiste em promover a apreensão da realidade e ensinar a pensar conforme esta apreensão, mas também em aprender a pensar sobre o próprio processo de conhecimento, num constante movimento reflexivo.

Cabe ressaltar que, alunos orientados a desenvolver projetos de aprendizagem estão mais capacitados para enfrentar problemas que transcendem os limites de uma disciplina concreta e para detectar, analisar e solucionar problemas novos.

Possibilita uma mudança de perspectiva, em termos de flexibilidade e abertura na lógica das áreas tradicionais, uma vez que os temas sugeridos e trabalhados são priorizados e contextualizados mediante as novas circunstâncias e proposições relativas à realidade social.

Nas obras de Paulo Freire encontram-se as referências básicas no esforço de construir a educação problematizadora, que respeita toda a visão de mundo e onde diálogo é fundamental neste processo educativo libertador. Proposta por Paulo Freire (1998) é, ao mesmo tempo, ação - reflexão - ação, ao refletir e denunciar o mundo em que se vive, e como agir para a sua transformação.

Paulo Freire refere-se a uma pedagogia da Esperança e da Autonomia que requer uma pedagogia da indignação (2000). E, para combater o aprofundamento da exclusão, requer a recusa, intransigente de qualquer fatalismo em relação aos processos que a produzem combinada ao anúncio de que “um novo mundo é possível”, como bem esteve expresso no lema do Fórum Social Mundial, em 2001. Uma pedagogia para a construção da cidadania ativa e da democracia participativa, alargando o conceito e os âmbitos da prática educativa.

A escola deve se constituir num espaço que garanta acesso de todos ao conhecimento ao ensino de qualidade, num processo de permanente construção e reconstrução do saber, numa concepção interdisciplinar, com vistas ao desenvolvimento humano pleno, capaz de agir e interagir no meio social, capaz de viver e atuar na sociedade atual. 

Segundo a visão de Freire o ser humano é capaz de captar o mundo e transformá-lo, desde que lhe seja possível olhar esse mundo com seu olhar sendo capaz de recriá-lo, transformando num projeto de sociedade, reconstruindo sua cultura através de um debate crítico e criativo das vivências multiculturais entre povos e comunidades distintas. Um humanismo libertador dialógico, criativo e muito ético poderá ser conquistado, partindo de uma síntese integradora da multiplicidade dos povos em suas existencialidades presentes no mundo. É preciso unir diferentes culturas, racionalidades, processos históricos e formas de vida, que convivem em um mundo cada vez mais globalizado e complexo. É a alternativa para suprir a opressão das estruturas e sistemas de dominação pelo homem.

Paulo falava em educação social, falava na necessidade de o aluno, além de se conhecer, conhecer também os problemas sociais que o afligiam. Ele não via a educação simplesmente como meio para dominar os padrões acadêmicos de escolarização ou para profissionalizar-se. Falava da necessidade de se estimular o povo a participar do seu processo de emersão na vida pública engajando-se no todo social. (GADOTTI, Moacir. Paulo Freire Uma biobibliografia. Pág34).

Portanto, a educação bancária contribui para a imobilidade social, a educação problematizadora leva a autonomia, enfatiza a mudança e a transformação. Os Projetos de Aprendizagem identificam claramente a abordagem humanista que Freire nos enfatizou na educação. "Centrado no aluno", dá ênfase a relações interpessoais e ao crescimento que delas resulta, pois é voltado ao desenvolvimento do aluno, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade, e em sua capacidade de atuar como uma pessoa integrada. O professor como facilitador e promotor da aprendizagem. O conteúdo advém das próprias experiências dos alunos. A atividade é um processo natural que se realiza através da interação com o meio. Para Freire: "aprender a aprender", é, portanto, aprender é construir competência, é conseguir fazer o que antes não se conseguia fazer e, portanto, envolve ampliação da autonomia. Só acontece quando o aluno é ativo, quando está interessado  no que está fazendo, quando sua motivação é intrínseca.

Com os Projetos de Aprendizagem, os alunos é que fazem as perguntas e juntos com o professor vão em busca das respostas, possibilitando inúmeras oportunidades de ler, interpretar, escrever e reescrever o espaço pedagógico da sala de aula. Paulo Freire (1996) preconiza que o ato de ensinar exige: pesquisa; respeito; criticidade; estética e ética; reflexão crítica sobre a prática; respeito à autonomia do ser do educando; bom senso; apreensão da realidade; alegria e esperança; comprometimento e a convicção de que a mudança é possível. Por isso, exige uma postura reflexiva-crítica do professor e das Escolas um repensar coletivo que envolva a comunidade escolar para a melhoria na qualidade da educação.

 Se o ato de ensinar e aprender, consiste na realização em mudanças e aquisições de comportamentos motores, cognitivos, afetivos e sociais, o ato de avaliar consiste em verificar se eles estão sendo realmente atingidos e em que grau se dá essa consecução, para ajudar educandos e educadores a avançarem na aprendizagem e na construção do saber. Nessa perspectiva, a avaliação assume um sentido orientador e cooperativo com uma dimensão orientadora, pois permite que o educando tome consciência de seus avanços e dificuldades, para continuar progredindo na construção do conhecimento.

5. Proposta Metodológica

A prática pedagógica deve estar numa perspectiva moderna e própria de desenvolvimento, numa educação capaz de manejar e produzir conhecimento, fator principal das mudanças que se impõem na atualidade. Faz-se necessário uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva. 

Essa pesquisa procura investigar as formas de uso da internet como um novo espaço de informação e produção do conhecimento no contexto do desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem, as concepções teóricas sobre o tema e as suas características fundamentais. E se propõe a colaborar para um trabalho pedagógico de ações interdisciplinares na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, na cidade de Cruz Alta/RS, ano letivo 2007, utilizando a tecnologia para a busca, a seleção, a análise e a articulação entre informações e, dessa forma, construir e reconstruir continuamente os conhecimentos.

Considerando que o equívoco maior da escola está na constante segmentação promovida pela instituição escolar; o currículo é dividido, as áreas de estudo são divididas, o conhecimento é segmentado, um modelo escolar que tudo o que não estiver ligado às matérias escolares é deixado de fora e tratado como “popular”.

Enfrentar essa nova realidade significa ter como perspectiva cidadãos abertos e conscientes, que saibam tomar decisões e trabalhar em equipe. Cidadãos que tenham capacidade de “aprender a aprender”.

Ao investigar o desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagem e o uso da Internet como ferramenta pedagógica na Educação, na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, na cidade de Cruz Alta/RS, apresenta-se pressupostos relacionados e sucessivos:

- O desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagem e a utilização da Internet podem criar situações de aprendizagem bastante enriquecedoras, definindo e aplicando sua metodologia e objetivos promovendo a aprendizagem dos alunos da 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda.

- O uso da Internet nas aulas pode criar um ambiente de aprendizagem através da tecnologia, e daí poderá decorrer a interdisciplinaridade, a democratização e produção do conhecimento na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda.

- A Internet permite que os alunos, partindo de um mesmo tema, “naveguem” por sites diferentes. Como uma verdadeira escola sem fronteiras, e em decorrência disso é possível averiguar várias interpretações de um mesmo fato sob diversos pontos de vista, informações complementares, refletindo sobre a validade ou não de sua utilização, bem como a elaboração de registros e conclusões pelos alunos, agora autores de suas produções.

Tipo de Pesquisa

Esta pesquisa será bibliográfica e de campo, tendo por finalidade verificar as potencialidades dos Projetos de Aprendizagem, definindo os objetivos e as formas do uso pedagógico da Internet para a educação, trazendo a tona dados reais de possibilidade de trocas de experiências, de valorização da busca da informação e do conhecimento, e aprofundamento de estudos numa perspectiva interdisciplinar na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda.

Área de Abrangência

Este trabalho abrangerá diferentes áreas do conhecimento referentes à Educação, Projetos de Aprendizagem e o uso da Internet como ferramenta pedagógica na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, na cidade de Cruz Alta/RS. Tem como finalidade propor um repensar as ações pedagógicas da escola e, certamente, um exercício de imaginação, reflexão e desestabilização de suas seguranças, isto é, “certezas”. E, que se possa refletir sobre como poderá vir a ser o trabalho dentro da escola nos próximos anos.

Muito além da tecnologia, procura-se registrar e avaliar nesta pesquisa o seu uso e o desenvolvimento dos projetos de aprendizagem na 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda facilitando o processo de ensino-aprendizagem e a capacidade de comunicação autêntica entre o professor e o aluno.

População e Amostra

As observações nesta pesquisa referem-se ao foco de estudo: os alunos e professora parceira da 4ª série 17 que desenvolveram os Projetos de Aprendizagem, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda, na cidade de Cruz Alta/RS, do ano letivo de 2007. A turma é composta por 16 meninos e 7 meninas, sendo que 70% das crianças estão na faixa etária dos 9 anos e 30% na faixa etária dos 10 anos .

Instrumentos de coleta de dados

A coleta de dados se fará através das observações e registros feitos com alunos e professora parceira da 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda.

Tratamento / análise dos dados

O desenvolvimento da pesquisa consiste na leitura de autores que desenvolveram pesquisas que perpassam a temática em estudo para o embasamento teórico, bem como para confiabilidade dos resultados obtidos, dentro das normas da ABNT e da UFRGS.  Dessa forma, será feita através da definição e operacionalização dos conceitos: projetos de aprendizagem, interdisciplinaridade, a tecnologia e implicações educacionais, internet: uma nova ferramenta pedagógica, professor e aluno na era virtual, as experiências virtuais da 4ª série 17 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Gabriel Álvaro de Miranda.

A partir das considerações apresentadas anteriormente e dos objetivos propostos neste trabalho desenvolver-se-ão os seguintes passos metodológicos:

- Escolha do tema, auxílio da professora orientadora Ana Vilma Tijiboy.

- Seleção e Leitura da bibliografia pertinente ao assunto.

- Organização de um fichário para as idéias básicas.

- Redação dos primeiros textos.

- Elaboração dos questionários – fonte que será utilizada.

- Organização dos instrumentos de coletas de dados.

- Seleção do material levantado, apresentado segundo fatores e variáveis que interferem na verificação das hipóteses (pressupostos).

- Análise das observações e registros disponíveis no pbwiki.

- Redação do trabalho apresentado à comprovação ou não das hipóteses.

- Contato permanente com a professora orientadora Ana Vilma Tijiboy.

- Revisão da conclusão.

- Redação Final.

6. Cronograma

ETAPAS DA PESQUISA

Elaboração e encaminhamento da proposta de pesquisa _____ 1º de maio/2007

Levantamento e organização das fontes de consulta__2ª e 3ª semana de maio/2007

Análise e seleção do material________maio e inicio de junho/2007

Redação do trabalho____________ junho/2007

Revisão e redação final________________ julho/2007

 

 

 

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